A dois

BERLIM, UMA CIDADE INCRÍVEL, EM 4 DIAS

BERLIM, UMA CIDADE INCRÍVEL, EM 4 DIAS

Comparada as outras capitais da Europa, Berlim não é aquela cidade que você chega e pensa: “nossa que linda!”. Mas ela tem seu charme e rapidamente nos encantamos pela capital alemã. Toda sua história, cultura, entretenimento, segurança e organização fazem da cidade um local incrível a ser visitado. Foi uma viagem em casal e nos programamos para 4 dias que dividirei com vocês.

 

DIA 1

Saímos de Antalya (cidade próxima de onde moramos/Alanya-Turquia) e voamos até Berlim com a SunExpress, companhia aérea econômica, atende bem, mas sem luxos.

Chegamos em Berlim por volta das 14:00 horas e fomos de táxi (aeroporto Tegel/hotel – 40 euros) direto para o nosso hotel. O tradicional Kempinski Adlon Berlim. O Hotel é super clássico, o atendimento excelente e super bem localizado, em frente ao portão de Brandenburg, à poucos metros do Memorial aos Judeus Mortos na Europa e o Parlamento Alemão.

Fachada lateral do hotel.

Fizemos nosso check-in e fomos passear pela região, conhecer o bairro e procurar algum restaurante para almoçar. Saímos de lá e demos uma passada rápida pelo Memorial aos Judeus Mortos na Europa. Localizado no meio da cidade, enorme, aberto pra quem estiver passando ver e não esquecer do que o ser humano e capaz de fazer. Triste, porém importante.

Um projeto do arquiteto americano Peter Eisenman, inaugurado em Maio 2005, celebra os 60 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. O monumento ocupa 19.000 metros quadrados e é constituído por 2.751 colunas de concreto e um centro de informações subtarrâneo contendo a lista dos seis milhoes de judeus exterminados durante o Terceiro Reich.

DIA 2

Viajar pode ser bom, mas turistar e conhecer a história local com quem entende do assunto, melhora tudo e ainda otimiza tempo. Berlim é uma cidade cheia de histórias e o pessoal do Agenda Berlim preparou um roteiro personalizado, estiveram com a gente o tempo todo do tour e nos deram ótimas dicas da cidade.

Como estávamos em uma viagem à dois, sem crianças e por pouco tempo, escolhemos um tour de 8 horas. A maior parte do tour foi feita a pé, mas por dois momentos pegamos um táxi (custo de +ou- 40 euros no total).

Passamos pelos seguintes pontos:

Antigo bairro e cemitério judeu;

Arredores do antigo bairro judeu.

Beco Haus Schwarzenberg, dedicado a arte urbana, o local é formado por galerias, estúdios, bar e até um pequeno cinema com sessões ao ar livre durante o verão.

Memorial na entrada do cemitério judeu Jüdischer Friedhof, o mais antigo de Berlim.

Um símbolo de Berlim, Trabant, o carro comunista. Os moradores da Berlim oriental demoravam ate 10 anos para conseguirem o seu e teve uma grande importância na época da queda do muro, onde muitos cidadãos se arriscaram para atravessar a fronteira.

Ilha dos Museus;

Esse é o Alte Nationalgalerie (Galeria Nacional Antiga), que foi construído entre 1867 e 1876 e faz parte da “Ilha dos Museus”. Esse local abrange 5 museus renomados mundialmente e foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1999.

Catedral de Berlim;

A Catedral de Berlim (Berliner Dom) é a maior e mais importante igreja protestante de Berlim. Ela fica perto da Ilha dos Museus e às margens do rio Spree.

Universidade Humboldt;

Antigo palacio do príncipe Henrique, se tornou uma das universidades mais importantes do país. Seu primeiro ano letivo iniciou em outubro de 1810.

Bebelplatz e o Memorial dos livros queimados;

Bebelplatz – Foi o cenário de uma grande fogueira onde milhares de livros de alguns autores censurados pelos nazistas, como Karl Marx, Heinrich Heine e Sigmund Freud, foram queimados.

A frase de Heinrich Heine no memorial da queima dos livros foi escrita em 1820, mais de 100 anos antes do nazismo e diz, numa tradução nossa pro português: “Ali, onde se queimavam livros, ao final queimavam-se também pessoas.”

Portão de Brandenburgo e sua Pariser Platz;

Um dos pontos mais famosos de Berlim, o Portão de Brandenburg, construído no século XVIII, sobreviveu à duas Guerras Mundiais.

Prédio do Parlamento alemão;

Muro de Berlim e East Side Gallery (maior galeria de arte a céu aberto)

East Side Gallery, a maior galeria de arte ao ar livre no mundo e também o maior trecho do Muro de Berlim em conservação.

Local do antigo bunker de Hitler;

Essa sou eu, andando de bicicleta em um lugar que passa desapercebido por ser apenas um estacionamento. Na verdade estou em cima da área onde era localizado o antigo Bunker do Hitler. Só em 2006, na Copa do Mundo da Alemanha, que colocaram uma placa indicando o local aos turistas.

Avenida Wilhelmstr (avenida do poder nazista) e antigo prédio da força área nazista, a Luftwaffe, exemplar da arquitetura nazista e com muita história do período comunista.

Topografia do Terror, com o pedaço original do muro de Berlim, além do local da sede da SS e Gestapo, abriga um museu sobre o nazismo, onde terminamos o nosso passeio.

Museu da Topografia do Terror.

DIA 3

Nosso terceiro dia caiu bem numa segunda-feira, dia em que a maioria dos museus e galerias estão fechados. Por essa razão tiramos o dia pra passear pelo comércio local, comer bem e sem pressa, de boas!! Fomos na avenida Kurfürstendamm, parte central e comercial da antiga Berlim ocidental. Encontramos grandes lojas como Nike, Adidas, HM, Zara e a Kadewe (loja de departamentos de luxo). Após anos da queda do Muro de Berlim, é possível ver a diferença arquitetônica e estrutural desta região em relação a avenida principal da Berlim comunista.

No final da tarde, aproveitamos o dia lindo que fazia para andar de bike pela região do nosso hotel. Foi super divertido e diferente.

Além de pedaços do muro pela cidade, podemos encontrar essas marcações no chão que indicavam a separação entre a Alemanha Ocidental e Oriental.

Deixo aqui como dica outro local que gostaríamos de ter visitado mas não deu tempo, estava fechado e era o nosso último dia inteiro na cidade: a galeria Sammlung Boros, localizada dentro de um bunker antigo, construído na época da Segunda Guerra Mundial, cheia de história e arte contemporânea. Uma super mistura que gostaríamos muito de ter visto de perto. Bom, já temos outra razão para voltar a Berlim!

Dia 4

Café da manhã, check-out no hotel e hora de voltar pros nossos filhotes que ficaram com a vovó. Deus abençoe os avós 😜

Dicas de restaurantes em Berlim

Brauhaus Lemke

Típica cervejaria alemã, cardápio recheado de opções da cozinha local e 8 tipos de cervejas. Ótima opção pra uma parada naquele dia de tour o dia todo. Gostamos muito!

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Cinco By Paco Pérez

Uma estrela Michelin, excelente carta de vinhos e ambiente sofisticado. Fizemos uma degustação maravilhosa, harmonizada com ótimos vinhos. O restaurante fica localizado no hotel Das Stue.

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Bocca Di Bacco

Restaurante com design moderno, bar de vinhos e área com lounge. Excelente cozinha italiana.

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Café da Manhã Kempinski

O hotel oferece um super café da manhã e vista para o portão de Brandenburg. Mesmo que você não seja hóspede, vale a pena a experiência, praticamente um brunch.

Lorenz Adlon Esszimmer

Considerado um dos melhores restaurantes da cidade, com duas estrelas Michelin.

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Vista do Lorenz (localizado no hotel Kampinski).

Transporte

A cidade é dividida em zonas: A (centro expandido), B (periferia) e C (cidades vizinhas – “Grande Berlim”). Os valores são divididos em zona AB, zona BC e zona ABC.

Você pode adquirir sua passagem nas bilheterias ou nas máquinas das estações de metrô e trem. Para ônibus e bondes, da pra comprar as passagens simples e diárias. As estações não possuem catracas e algumas não têm bilheterias, portanto não se esqueçam de validar seu ticket antes do embarque. Ocasionalmente, aparecem fiscais no trem para conferir a validação da sua passagem (multa de 50 euros pros espertinhos).

Dica Econômica

Museum Pass: por 24 euros e válido por 3 dias com acesso à grande maioria dos museus, incluindo todos da Ilha dos Museus.

Berlin Welcome Card: oferece descontos de até 50% em varias atrações como museus, monumentos e permite acesso ilimitado ao transporte público de Berlim. Além das visitas e do transporte, o cartão também oferece descontos em alguns restaurantes.

Curiosidades

Andando por Berlim, nos deparamos muitas vezes com plaquinhas de metal fixadas nas calçadas da cidade. Conhecidas como Stolpersteine, ou pedra do tropeço, são memoriais às vítimas do nazismo.

De forma sutil, esses pequenos memoriais informam o nome da vítima, data de nascimento e assassinato. Esse projeto é assinado pelo artista Gunter Demhig.

Espero que as dicas possam ter ajudado e que tenham gostado do primeiro post.

Até o próximo destino.

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